Paul George virou um alvo fácil para os torcedores da liga nos últimos anos, depois de más atuações seguidas em playoffs contribuírem para fiascos recentes do Los Angeles Clippers. E até mesmo ex-jogadores também questionam qual é o verdadeiro status do ala em um coletivo de craques de tamanha excelência. Para o veterano Jalen Rose, por exemplo, o histórico atual é uma comprovação de que George simplesmente não pode ser apontado como um superastro da NBA.

“Eu vivo falando que os jovens utilizam alguns termos incorretamente. Dito isso, Paul não é um superastro nessa liga. Ele sequer é o melhor jogador da equipe e diria que esse é o mínimo necessário para ser visto assim. Para mim, ser ótimo ou all-star não significa necessariamente que está nesse patamar. Um superastro significa dizer que certo time é muito bom porque tem esse cara”, explicou o ex-ala, antes do terceiro jogo da série entre o Clippers e o Utah Jazz.

Aparentemente, Rose escolheu o pré-jogo da partida errada para fazer os comentários negativos sobre George: o jogador angelino teria a sua melhor atuação nos playoffs na sequência e comandou a primeira vitória da sua equipe na série melhor-de-sete. Ele saiu de quadra com 31 pontos, três rebotes e cinco assistências, convertendo 12 de 24 arremessos tentados – incluindo seis de dez bolas de longa distância. Foi a primeira atuação de 30 pontos do astro na pós-temporada.

O analista foi questionado por um de seus companheiros de bancada sobre a situação de Anthony Davis: não é visto como o melhor jogador do Los Angeles Lakers, mas trata-se de um consensual superastro na liga. Ele esquivou-se da pergunta e seguiu defendendo sua lógica. “Kawhi Leonard é um superastro. Paul é um complemento. As pessoas olham para o rendimento ofensivo e nem precisamos falar sobre quantas vezes ele arremessou abaixo de 25% de conversão nos playoffs. É muita coisa para um all-star“, concluiu.

O desempenho de George na “bolha” da NBA, no ano passado, foi um ponto de partida para que ele reconhecesse os seus problemas relativos à saúde mental. O jogador falou, pela primeira vez, que trava uma luta contra a depressão e o isolamento imposto para a reta final da última temporada foi decisivo para as suas pífias atuações. Em 706 partidas disputadas na carreira, o sete vezes all-star registra médias de 20.2 pontos, 6.4 rebotes, 3.5 assistências e 1.7 roubos de bola.