Confira a previsão que o Jumper Brasil preparou sobre Utah Jazz e Memphis Grizzlies, que iniciam o confronto de primeira rodada dos playoffs da conferência Oeste nesse domingo. 

  

 

Utah Jazz (1º) x (8º) Memphis Grizzlies 

  

Confrontos na temporada  

Jazz 3 x 0 Grizzlies 

26/03 – Utah Jazz 117 x 114 Memphis Grizzlies 
27/03 – Utah Jazz 126 x 110 Memphis Grizzlies
31/03 – Memphis Grizzlies 107 x 111 Utah Jazz 

  

Datas do confronto 

23/05 – Memphis Grizzlies x Utah Jazz – 22h30 – com transmissão da Band, do SporTV 2 e do YouTube da NBA Brasil
26/05 – Memphis Grizzlies x Utah Jazz – 23h – com transmissão da ESPN
29/05 – Utah Jazz x Memphis Grizzlies – 22h30 – com transmissão da ESPN
31/05 – Utah Jazz x Memphis Grizzlies – 22h30 – com transmissão do SporTV 2
02/06 – Memphis Grizzlies x Utah Jazz – A definir* 
04/06 – Utah Jazz x Memphis Grizzlies – A definir* 
06/06 – Memphis Grizzlies x Utah Jazz – A definir* 

*Se necessário
Horários de Brasília 

  


  

Utah Jazz (52-20) 

A temporada do Utah Jazz foi um triunfo: a equipe terminou uma campanha no topo da conferência Oeste pela primeira vez nesse século e “ressurgiu” como um candidato ao título desde a dupla Stockton-Malone. É, sem dúvidas, o auge do excelente trabalho de sete temporadas do treinador Quin Snyder no comando do time: fechou um elenco de experiência que joga basquete inteligente nos dois lados da quadra – defende, move a bola, arremessa com alto aproveitamento e vence jogos. 

A competividade da equipe liderada por Rudy Gobert e Donovan Mitchell se traduz em alguns números expressivos. Os comandados de Snyder são os únicos a figurarem no TOP 5 de eficiência ofensiva e defensiva da temporada, um fortíssimo sinal quando se busca candidatos ao título em potencial na NBA. O time também conseguiu tornar-se apenas o segundo da história da liga a combinar a maior média de cestas de longa distância convertidas e a menor de cestas de três pontos cedidas. 

O Jazz chega aos playoffs agora com a missão de converter os seus ótimos números e resultados na temporada regular em sucesso na etapa de mata-mata, quando vai ser desafiado quanto à capacidade de adaptabilidade a diferentes adversários.    

Time titular: Rudy Gobert / Bojan Bogdanovic / Royce O’Neale / Donovan Mitchell / Mike Conley 

  

  

Memphis Grizzlies (38-34) 

Grizzlies surpreendeu na última temporada ao “bater na trave” de chegar aos playoffs com um time extremamente jovem, que quase todo mundo projetava ser o “lanterna” do Oeste meses antes. A gente imaginou que havia sido um ponto fora da curva e, na atual campanha, a equipe de Memphis finalmente pareceria o elenco em reconstrução que deveria. Estávamos enganados novamente: Memphis não só retornou ao play-in, mas derrubou o Golden State Warriors para ficar em oitavo na conferência. 

O time do Tennessee foi um grupo jovem que, na maior parte do tempo, jogou como um grupo jovem: adora atuar em transição na velocidade de Ja Morant, força desperdícios com uma defesa agressiva (às vezes, até demais) e possui uma rotação longa, refletindo um elenco homogêneo. Foi instável na maior parte da campanha, sem grandes séries de derrotas ou vitórias, mas teve duas de suas performances mais sólidas em momentos decisivos nos jogos da repescagem do Oeste. 

Ninguém espera que o Grizzlies vá longe nos playoffs, mas é o time que mais pontua em transição, no garrafão e em segundas chances na liga. Talvez, seja mais perigoso do que um típico oitavo colocado de conferência. 

Time titular: Jonas Valanciunas / Jaren Jackson Jr. / Kyle Anderson / Dillon Brooks / Ja Morant 

  

  

Análise do confronto 

Jazz e Grizzlies é um típico duelo entre primeiro e oitavo colocados na primeira rodada dos playoffs. Não há como esconder que o líder do Oeste é o grande favorito na série: essas equipes se enfrentaram três vezes em março e o time de Salt Lake City venceu todos os jogos, o que não tem sido tão comum em uma temporada tão comprimida e com os mesmos confrontos acontecendo em datas seguidas. É verdade que duas das partidas tiveram placares apertados, mas também os comandados de Quin Snyder atuaram desfalcados. 

Mas essas partidas revelaram um adversário incomum para o Jazz. O Grizzlies é uma equipe acostumada a pontuar menos da linha de três pontos do que os adversários –uma vantagem que sempre vai estar com Utah mesmo –, mas que compensou essa deficiência com maior volume de pontos no garrafão e na linha dos lances livres. Em uma NBA que teme o impacto de Rudy Gobert, eis um oponente que foi para cima do garrafão e conseguiu resultados até que bem animadores.   

A chave para o Grizzlies, em geral, será acelerar o ritmo do jogo e aproveitar o fato do Jazz não ser um time com característica de atuar com maior ou menor velocidade. É uma tarefa difícil, porém, porque Utah tem alguns fatores para inibir esse recurso: um excelente reboteiro e protetor de aro em Gobert, além de uma fortíssima marcação de perímetro contra armadores. Apesar dos altos placares e dois ótimos desempenhos de Morant, nunca pareceu que Memphis tirou Utah da zona de conforto nos três jogos da temporada regular. 

É preciso ressaltar que essas partidas ocorreram enquanto o Grizzlies não contava ainda com Jaren Jackson Jr. Isso pode ser ruim, na verdade, para o oitavo colocado: preferiria ver o time usando formações mais baixas contra o Jazz do que o jovem pivô, que vai ter problemas para enfrentar o espaçamento oferecido por Bojan Bogdanovic e Joe Ingles enquanto possui um jogo ofensivo muito calcado nos arremessos de três pontos. Quanto mais focado na linha de três pontos, menos palatável será esse duelo para o “azarão”.    

Valanciunas conseguiu três duplos-duplos e teve uma boa série de performances contra o Jazz na temporada regular, o que indica algo incomum: alguém usando o pivô em volume no ataque contra Gobert. Poucos times possuem um pivô para bater de frente com o francês, o que marca como o Grizzlies é um adversário particular aqui. Mas, ao mesmo tempo, isso dá alguém nesse confronto para que o gigante marque dentro do garrafão, um alívio se lembrarmos que os mais brutais oponentes de Utah foram aqueles que forçaram o astro europeu a defender no perímetro. 

Donovan Mitchell começar a série baqueado, por outro lado, é uma vantagem clara para o Memphis. Ele esteve em dois dos três jogos da temporada regular e anotou mais de 30 pontos em ambos. É provável que o defensor em ascensão Dillon Brooks seja destacado para a missão de parar o jovem craque, o que é promissor para o oitavo do Oeste. Ele é um jogador diferente, no entanto, de DeMar DeRozan e Stephen Curry: tem muito maior disposição e potencial para atacar o aro e forçar faltas no ala-armador se os arremessos não estiverem caindo. E Brooks costuma cometer faltas demais, como sabemos.   

O Jazz não é uma equipe que não cuida particularmente bem da posse da bola e, aqui, talvez esteja um ponto de clara exploração para o Grizzlies nessa série: deverá ter condições de roubar muitas bolas e ativar o ataque mais produtivo em transição da liga. Mas isso também se apoia em uma rotação muito longa de Taylor Jenkins (com caras como De’Anthony Melton e Xavier Tillman saindo do banco), que precisa ser enxugada nesse momento – a história de times que tentam transpor uma rotação de dez a 12 atletas nos playoffs é terrível. 

Grizzlies é um interessante oitavo colocado de conferência, com sua juventude e forte combinação de jogo em transição com capacidade de pontuação na área pintada. Mas, para ser sincero, o Jazz é uma equipe em outro nível: sua experiência, inteligência e adaptabilidade são dignos de um líder do Oeste – por mais que não viva o seu melhor momento na temporada. A ausência de ritmo de Mitchell pode até tornar as coisas um pouco mais interessantes para começar. Mas, no fim das contas, estar aqui já é uma vitória para Memphis. 

  

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