Confira a previsão para a temporada 2021/22 da NBA que o Jumper Brasil preparou sobre o Dallas Mavericks. Sem grandes mudanças no elenco, o time texano, então, trouxe Jason Kidd para o lugar de Rick Carlisle como treinador.

Dallas Mavericks

Quem chegou

Moses Brown (Boston Celtics)
Reggie Bullock (New York Knicks)
Sterling Brown (Houston Rockets)
Frank Ntilikina (New York Knicks)
JaQuori McLaughlin (Agente livre)
Eugene Omoruyi (Agente livre)

Quem saiu

JJ Redick (aposentou)
Josh Richardson (Boston Celtics)
Nicolo Melli (basquete europeu)
Wes Iwundu (Charlotte Hornets)
Tyler Bey (Houston Rockets)
Nate Hinton (Indiana Pacers)

Elenco

77- Luka Doncic: armador, 23 anos
13- Jalen Brunson: armador, 25 anos
3- Trey Burke: armador, 28 anos
30- JaQuori McLaughlin: armador, 23 anos
23- Carlik Jones: armador, 23 anos
21- Frank Ntilikina: armador, 23 anos
11- Tim Hardaway Jr: ala-armador, 29 anos
0- Sterling Brown: ala-armador, 26 anos
8- Josh Green: ala-armador, 20 anos
10- Dorian Finney-Smith: ala, 28 anos
25- Reggie Bullock: ala, 30 anos
2- Eugene Omoruyi: ala, 24 anos
6- Kristaps Porzingis: ala-pivô, 26 anos
42- Maxi Kleber: ala-pivô, 28 anos
9- Moses Brown: pivô, 22 anos
7- Dwight Powell: pivô, 30 anos
33- Willie Cauley-Stein: pivô, 28 anos
51- Boban Marjanovic: pivô, 33 anos

Titulares

Luka Doncic
Tim Hardaway Jr.
Dorian Finney-Smith
Kristaps Porzingis
Moses Brown

Principais Reservas

Jalen Brunson
Trey Burke
Reggie Bullock
Sterling Brown
Maxi Kleber
Dwight Powell
Willie Cauley-Stein

Técnico: Jason Kidd

 

O “cara” da franquia

Luka Doncic

TOM PENNINGTON/AFP

Luka Doncic já bateu na trave pelo prêmio de MVP, mesmo antes dos 23 anos. Agora, Doncic tenta fazer o Dallas Mavericks mais competitivo, embora o time não tenha ido atrás de grandes reforços. De fato, o astro sabe que terá muito trabalho pela frente. Então, a diretoria aposta suas fichas que, mesmo a equipe não tenha contratado nomes importantes, Doncic poderá levar o Mavs mais longe. Com quase o mesmo elenco do ano passado, o Mavericks foi o quinto na forte conferência Oeste. Portanto, a ordem é fazer melhor com o que tem.

Doncic foi incrível na temporada passada, mais uma vez, mas foi ainda melhor nos playoffs. Contra o Los Angeles Clippers e, com lesão no pescoço, ele registrou as incríveis médias de 35.7 pontos, 10.3 assistências, 7.9 rebotes e acertou 40.8% das tentativas de três.

Fique de olho!

Tim Hardaway Jr.

Kent Smith/AFP

A matemática é simples: incluindo os playoffs, sempre que Tim Hardaway Jr. fez 20 pontos ou mais, o Dallas Mavericks obteve 16 vitórias e seis derrotas. Com um aproveitamento de 72.7%, o time texano lideraria a conferência Oeste em 2020-21. Tudo bem que a amostragem parece insuficiente, mas representa quase 28% de toda a campanha. Alguém avise isso a Jason Kidd, por favor. Também, não estou dizendo que Hardaway Jr. precisa ser o foco do ataque, longe disso. Mas algumas bolinhas a mais por jogo não fazem mal, certo?

O Mavericks precisa de jogadores como Hardaway Jr e, por isso, trouxe o especialista em arremessos de longa distância, Reggie Bullock. O ataque tende a melhorar e um exemplo disso foi na incrível vitória sobre o Charlotte Hornets na pré-temporada. A equipe de Dallas converteu 18 cestas de três em 46 tentativas, mas adivinhe só quem anotou 20 pontos?

O ponto de interrogação

Kristaps Porzingis

TOM PENNINGTONAFP

Complicado, não é mesmo? Lembra quando Kristaps Porzingis foi convocado para o Jogo das Estrelas? Parece que foi não faz tanto tempo, mas isso ocorreu há quase quatro anos. Desde então, o letão sofreu uma contusão que o tirou do resto da temporada 2017-18 e de toda a campanha seguinte. Depois, ele foi para o Dallas Mavericks, mas suas performances nos playoffs de 2021-22 foram terríveis. Apesar de registrar pouco mais de 20 pontos por jogo na fase regular, Porzingis teve uma queda vertiginosa para 13.1, além de 5.4 rebotes. O arremesso? Claro, isso foi ainda pior, com pobres 29.6% em três pontos.

Os problemas fora de quadra, contudo, parecem deteriorar a carreira de Porzingis. O ala-pivô teria ficado com ciúmes do plano de jogo dado a Luka Doncic e, para piorar, ele foi alvo de especulações que teria poucas ambições na equipe. Uma troca, portanto, pode ser feita caso ele não se enquadre no que a franquia pede.

O que esperar do Mavericks em 2021/22?

Tudo vai passar pelas mãos de Luka Doncic, embora o esloveno precise de mais ajuda. Ficou evidente a necessidade de o Dallas Mavericks ter uma opção B, mas não parece ser Kristaps Porzingis. Ao menos, não pareceu nos playoffs. O time, com Jason Kidd no comando, tende a ficar um pouco mais rápido. Em 2020-21, o Mavericks teve apenas o 24° pace (ritmo) da NBA. Apostar em jogo de transição, contudo, depende muito do que Doncic está disposto a fazer com a bola nas mãos. Kidd quer, ainda, que Porzingis não fique limitado ao arremesso de três.

Na armação, o Mavs conta, além de Doncic, com Jalen Brunson. Filho de ex-jogador da NBA (Rick Brunson), o atleta é um ótimo arremessador e sabe ser um distribuidor. É esperado que Brunson e Doncic atuem por alguns minutos juntos, permitindo uma formação mais baixa e espaçamento de quadra.

Trey Burke, que começou a carreira como titular do Utah Jazz, vem com a função de ser o terceiro armador. Existe, ainda, a possibilidade de o time utilizar Frank Ntilikina. O francês, conhecido mais pelas características defensivas, assinou um contrato de dois anos (o segundo, com opção da equipe). Entretanto, ele pode atuar como ala-armador em ocasiões específicas de marcação.

Alas e alas-armadores

Dorian Finney-Smith e Tim Hardaway Jr. são os dois jogadores titulares do perímetro, mas que podem atuar em outras posições conforme o oponente. Finney-Smith é um grande defensor. Porém, ele está ganhando mais espaço no ataque com os arremessos de três. Na última temporada, o atleta converteu 39.4% das tentativas e, a cada ano, ele tem melhorado o aproveitamento. Já Hardaway, sabe, portanto, que precisa ser mais consistente para ajudar o time a vencer, sendo a terceira opção ofensiva.

Caso Finney-Smith seja deslocado para ser ala-pivô, Jason Kidd pode optar por Reggie Bullock ou Sterling Brown, ambos com 40% ou mais nos arremessos de três. Bullock, ex-New York Knicks, deverá ganhar mais espaço, mas Brown, que estava no Houston Rockets, é capaz de defender em múltiplas posições.

Garrafão

Aqui, a coisa pode ser difícil de explicar. O Dallas Mavericks conta com vários pivôs de qualidade, mas apenas Kristaps Porzingis e Maxi Kleber como alas-pivôs. Jason Kidd ainda não sabe quem será o seu pivô titular durante a temporada, porém não quer que seja Porzingis. Então, o time terá Moses Brown, Dwight Powell, Willie Cauley-Stein e Boban Marjanovic para a mesma posição.

De fato, Brown parece ser aquele com mais chances de despontar. Sua passagem pelo Oklahoma City Thunder impressionou por alguns momentos, incluindo 17 partidas com dez rebotes ou mais, sendo 12 delas com duplo-duplo. O fato é que ele foi pouco aproveitado a partir de quando a direção do Thunder começou a entender que precisava perder (tank). Quando jogou 30 minutos ou mais, porém, ele registrou 15.1 pontos, 16.0 rebotes e 2.0 bloqueios.

Powell é esforçado, mas não passa muito disso. No entanto, tem prestígio com a diretoria e, também, sabe se posicionar no pick-and-roll. Cauley-Stein até poderia ser o titular, mas é muito inconstante e comete muitas faltas desnecessárias (5.1 por 36 minutos na última temporada). Talvez, este seja o principal motivo. Por fim, Marjanovic parece estar lá apenas para cumprir a cota de jogadores acima de 2,20 metros. Ofensivamente, ele é muito bom, capaz de fazer 20 pontos e ninguém perceber (é… eu sei, impossível não notar). Contudo, o vilão de John Wick raramente passa dos dez minutos em quadra.

Projeção Jumper Brasil

Conferência Oeste: 7º lugar

 

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