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Quem ganhou e quem perdeu na “bolha” da NBA?

A temporada chega nas de finais de conferência e, a partir de agora, já é possível analisar quem ganhou e quem perdeu na “bolha” da NBA, incluindo os jogos que concluíram a fase regular. Para isso, o Jumper Brasil preparou as duas listas. Veja como ficou.

Quem ganhou

 

10- DeMar DeRozan (San Antonio Spurs)

Sem LaMarcus Aldridge, lesionado, DeRozan assumiu a responsabilidade de tentar levar o enfraquecido Spurs aos playoffs. Não conseguiu, mas foi, pela primeira vez, desde a saída do Toronto Raptors, um jogador decisivo e impactante para seus colegas. Para ter uma ideia do quanto ele sacrificou-se, DeRozan jogou até como ala-pivô, algo inédito em sua carreira.

9- Cameron Johnson (Phoenix Suns)

O calouro mostrou muito potencial em sua primeira oportunidade com mais tempo de quadra. Passou a temporada toda ofuscado por Kelly Oubre e foi titular em apenas um dos primeiros 49 jogos. Na “bolha”, sem Oubre, começou as oito partidas no quinteto inicial e obteve médias de 13.3 pontos, 5.9 rebotes e teve um aproveitamento de 34.9% nos três pontos. Bons números, suficientes para garantir bons minutos em 2020-21.

8- Michael Porter (Denver Nuggets)

É calouro, mas joga como se estivesse na NBA há alguns anos. Porter possui um talento incrível, com bom arsenal ofensivo e capacidade de dominar nos rebotes. Foi assim que ele ganhou espaço no Nuggets, mesmo falando algumas bobagens, como reclamar da comissão técnica publicamente. Com a provável saída de Paul Millsap, é candidato a titular em 2020-21.

7- Caris LeVert (Brooklyn Nets)

Sem Kevin Durant, Kyrie Irving e Spencer Dinwiddie, o ala-armador foi o grande nome do Nets na “bolha”. mostrou desenvoltura como líder da equipe. Chegou a jogar como armador em diversos momentos e pode ser parte importante para o futuro do time, seja em quadra ou envolvido em uma troca por um novo astro na franquia.

6- Donovan Mitchell (Utah Jazz)

OK. Mitchell já é um astro, mas a série contra o Denver Nuggets na primeira rodada dos playoffs o colocou em um patamar acima. Duas atuações com 50 pontos ou mais na fase de mata-matas e a certeza de que ele é o principal jogador do Jazz. O melhor de tudo é que sua situação com Rudy Gobert foi totalmente resolvida.

5- Jusuf Nurkic (Portland Trail Blazers)

Nurkic ficou quase toda a temporada fora, por conta de grave lesão, ainda em 2018-19. O pivô chegou para a “bolha”, assumiu a titularidade, jogando Hassan Whiteside para o banco de reservas e, por fim, brilhou. Foi, em muitas vezes, o segundo cestinha do Trail Blazers, atrás apenas de Damian Lillard. Mostrou o arremesso de três, necessário para pivôs na atualidade.

4- Marcus Smart (Boston Celtics)

Smart foi “o cara” do Celtics na série contra o Toronto Raptors. Eleito para o time ideal de defesa pelo segundo ano consecutivo, o ala-armador foi o principal responsável pela virada no segundo jogo da semifinal de conferência, com cinco cestas de três seguidas, além, claro, de defender muito.

3- T.J. Warren (Indiana Pacers)

Warren entrou na “bolha” como terceira ou quarta opção ofensiva do Pacers, após uma boa temporada regular até março. Trocado por dinheiro com o Phoenix Suns, o ala viu sua importância aumentar na franquia com a lesão de Domantas Sabonis, enquanto Victor Oladipo não estava em sua melhor forma física (veio de cirurgia). Warren terminou sua estreia em playoffs com 20.0 pontos, 6.3 rebotes, 2.3 roubadas e aproveitamento de 36.8% nos arremessos de três.

2- Fred VanVleet (Toronto Raptors)

VanVleet era reserva de luxo no título do Raptors em 2018-19, mas a saída de Danny Green abriu uma vaga no quinteto titular e ele correspondeu com os melhores números da carreira. Tudo isso, ele levou para a “bolha” e foi o cestinha da equipe canadense nos playoffs, com média de 19.6 pontos, além de 6.9 assistências e 39.6% de aproveitamento nos arremessos de três. Será agente livre e é pretendido, entre outros times, pelo New York Knicks. Vai receber um caminhão de dinheiro.

1- Jamal Murray (Denver Nuggets)

Sim, Murray elevou muito o seu patamar na “bolha”. Ainda é inconstante, mas deu sinais que pode ser um jogador de All Star muito em breve. A concorrência, entretanto, pode ser um entrave, já que Luka Doncic, Damian Lillard, Stephen Curry, entre outros, estarão na disputa por vagas no jogo festivo. Chegar a uma final de conferência e ser um dos responsáveis por isso, não tem preço.

 

Quem perdeu

 

10- Ben Simmons (Philadelphia 76ers)

Toda offseason é a mesma coisa: “novo vídeo mostra Ben Simmons arremessando de três”. Chega na hora do jogo, nada. Brett Brown tentou uma mudança de posição, colocando-o como ala-pivô. Não jogou bem e, para piorar, sofreu nova lesão, agora no joelho. Perdeu os playoffs. Um dos melhores defensores da temporada, Simmons precisa, com urgência, arremessar de longa distância. O tempo está passando.

9- Zion Williamson (New Orleans Pelicans)

Williamson é excelente jogador. Ele sabe disso, eu sei disso, o mundo sabe. O problema é: até quando seu corpo vai aguentar? O ala-pivô foi mal na “bolha”. Vinha evoluindo, ganhando mais tempo de quadra antes da suspensão dos jogos. Atuou com restrição de minutos na “bolha” simplesmente porque ele não conseguia correr. Não é maldade. Isso aconteceu. O time foi para dois contra-ataques seguidos. Na segunda vez que voltou para a defesa, pediu substituição. Vai melhorar, vai tomar cuidado com o peso. A gente só espera por isso.

8- Russell Westbrook (Houston Rockets)

Westbrook derrota Rockets

Tudo bem, ele teve COVID. Tudo bem, o esquema não o favorecia. Tudo bem, ele não arremessa de três. Agora, sério: até quando vamos ficar passando a mão na cabeça de Russell Westbrook? Ele é um astro, sem dúvidas. Três temporadas com triplos-duplos forçadíssimos, MVP esquisito, mas tem talento. Ele sabe jogar, ele consegue produzir sem ficar dependendo de números. Westbrook mostrou isso quando Harden esteve em má fase e foi ele o principal jogador do Rockets naquele mês antes da parada por conta da pandemia. Virou um problema enorme para a diretoria, que não sabe o que fazer com ele (US$130 milhões pelos próximos três anos).

7- Steven Adams (Oklahoma City Thunder)

Como um pivô, considerado entre os 20-25 melhores da NBA nos últimos anos, consegue ser tão pouco eficiente contra jogadores muito menores? Veja as atuações de Steven Adams nos playoffs contra o Houston Rockets e vai entender. Os números mentem. Apesar das médias de duplo-duplo, Adams foi muito mal e já estaria na lista de jogadores “negociáveis” pelo Thunder para uma reconstrução de elenco.

6- Enes Kanter (Boston Celtics)

Lembra quando Kanter chega ao Celtics para ser titular e, quando começa a jogar perde a posição para Daniel Theis? Agora, nos playoffs, a rotação é mais curta e tudo mais, mas ele não joga por decisão pura de Brad Stevens. O problema para ele nem é de rotação. Ele caiu para terceira opção para pivô, superado agora por Robert Williams. Kanter tem uma opção em seu contrato para a próxima temporada, no valor de US$5 milhões. Restam poucas alternativas ao camisa 11: seguir, mas sem perspectiva de jogar e procurar outro time ao fim de 2020-21 ou tentar evoluir defensivamente e entender que, sem isso, raramente vai pisar em quadra.

5- Lonzo Ball (New Orleans Pelicans)

Que difícil! Ball teve um início promissor no Pelicans, e foi ainda melhor quando Zion Williamson teve a chance de estrear. Mas, aí, veio a pandemia e tudo mudou. A dupla chegou fora de forma na “bolha” e não rendeu. Nos cinco jogos antes da parada, Lonzo fez 20.4 pontos, 7.8 assistências, 7.8 rebotes e aproveitamento de 53.5% nos arremessos. Na “bolha”, ele produziu 7.1 pontos, 6.6 assistências, 5.0 rebotes e acertou 30.5% de suas tentativas em sete partidas. Vai entrar no último ano de contrato.

4- Marc Gasol (Toronto Raptors)

Marc Gasol, aquele que vimos no Memphis Grizzlies, no Jogo das Estrelas e eleito para times ideais, não existe mais. Existiu a desculpa de que jogou lesionado, mas a “bolha” mostrou que foi apenas uma desculpa mesmo. Quatro meses depois, Gasol seguiu no mesmo ritmo. Será agente livre.

3- Danuel House (Houston Rockets)

Entenda: House fez besteira, comprometeu o time, o casamento e pode ter colocado a carreira em risco. Sabe jogar dos dois lados da quadra, é esforçado, mas foi severamente criticado internamente por ter permitido a entrada de uma mulher em seu quarto na “bolha”. Estava no regulamento que atos como esse seriam punidos. Fez e pagou o preço por isso ao ser expulso de lá. Tem contrato até 2021-22.

2- Meyers Leonard (Miami Heat)

Titular enquanto esteve saudável, Leonard chegou para jogar na “bolha” completamente fora de sintonia e ritmo. Quando o Heat precisou dele, foi um desastre. Não produziu, atrapalhou o time e, salvo algo muito extraordinário, não pisa em quadra mais em 2019-20. Será agente livre ao fim da temporada.

1- Montrezl Harrell (Los Angeles Clippers)

Eleito o melhor reserva da temporada, Harrell foi um “alvo” dos oponentes na “bolha”. Teve problemas particulares, mas não foi nada bem dos dois lados da quadra. Claro que era esperado mais. Ele até produz ofensivamente no jogo da eliminação do Clippers, mas não consegue conter Nikola Jokic e vira um espectador em quadra. Precisa evoluir defensivamente para ter impacto. Fazer o que fez na temporada regular é uma coisa, nos playoffs, é outra.

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