Quem vai levar o prêmio de Novato do Ano na NBA?

Gustavo Lima aponta os principais candidatos na acirrada disputa pela honraria em 2021/22

Prêmio Novato do Ano Fonte: Joe Murphy / AFP

O prêmio de Novato do Ano talvez seja o mais indefinido nesta temporada da NBA. Afinal, por conta da ótima classe de calouros, a disputa está mais acirrada do que nunca. Dessa forma, vou destacar neste artigo os quatro candidatos mais fortes pela honraria. Resta pouco menos de um mês para o fim da temporada regular, e o prêmio de Novato do Ano não vai fugir de Evan Mobley, Cade Cunningham, Scottie Barnes ou Franz Wagner. Ao final do texto, para não ficar em cima do muro, trarei o veredito.

Evan Mobley

Mobley chegou à NBA impactando diretamente a defesa do Cavs. Inegavelmente, o time de Ohio é a grande surpresa da Conferência Leste (sexto colocado). Assim, uma parte desse bom desempenho se deve ao novato. Ele é o pilar defensivo da equipe (líder em eficiência defensiva) e forma com Jarrett Allen uma ótima dupla de garrafão, nos dois lados da quadra.

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Aliás, a ausência do pivô (lesionado) do restante da temporada regular pode “turbinar”os números de Mobley. Nos últimos quatro jogos do Cavs, sem Allen, as médias do ala-pivô foram de 22.0 pontos, 9.2 rebotes, 2.2 assistências, 2.2 roubos de bola e 1.5 toco.

O Cavs passou de sexta pior defesa da NBA, em 2020/21, para a quarta melhor nesta temporada. A eficiência defensiva melhorou consideravelmente: caiu de 113.5 para 107.1 pontos sofridos a cada 100 posses de bola.

Em suma, Mobley é um defensor especial, capaz de marcar com eficiência tanto no perímetro quanto no garrafão. Não será surpresa se aparecer em um dos times ideais de defesa de 2021/22. Portanto, o ala-pivô do Cavs é um dos favoritos ao prêmio de Novato do Ano.

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Cade Cunningham

Primeira escolha do último recrutamento, e considerado o melhor prospecto da classe de 2021, Cunningham chegou à NBA com muita hype. A expectativa era a de que o “talento geracional” liderasse o Pistons e ajudasse o time a mudar de rumo.

Porém, ele teve um começo complicado, incluindo lesões e a dificuldade de adaptação ao esquema do técnico Dwane Casey. Mas Cunningham se soltou aos poucos e virou “o cara” do Pistons. Hoje, é o cestinha entre os novatos. Além disso, é o segundo em assistências, atrás somente de Josh Giddey. E, por fim, vale dizer que o armador igualou um recorde do lendário Isiah Thomas, maior jogador da história da franquia.

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Entretanto, o fato de ter atuado menos que os concorrentes, bem como não ter se destacado logo de cara no time de Detroit, conspiram contra Cunningham. Outro fator que pode atrapalhá-lo na votação para o prêmio: o Pistons não é uma equipe competitiva.

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No entanto, os números do armador são ótimos (suas médias após a parada do All-Star Game são de 22.3 pontos, 7.5 rebotes e 6.0 assistências) e, assim, ele é, de fato, um dos favoritos ao prêmio de Novato do Ano. Enfim, não há dúvidas de que ele é o franchise player que o time de Detroit precisa para sair do limbo.

Scottie Barnes

Antes de mais nada, o Raptors acertou em cheio na sua escolha de Draft. Quando quase todos esperavam Jalen Suggs, o time de Toronto selecionou mais um ala atlético e de grande envergadura.

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Mas Barnes já provou que é muito mais do que isso. Ele caiu nas graças da torcida do Raptors pelo carisma, bem como pelo talento em quadra. Barnes, afinal, não é tão cru como muitos imaginavam. Pelo contrário. Além da versatilidade defensiva e capacidade como criador de jogadas, ele vem mostrando desenvoltura no ataque, arriscando, inclusive, bolas de três pontos, uma de suas maiores dificuldades no College.

Não é exagero afirmar que Barnes é um dos responsáveis pela campanha positiva da equipe canadense. Titular absoluto do sétimo colocado Leste, ele tem a confiança do técnico Nick Nurse. O ala é o líder da equipe em rebotes ofensivos e faz de tudo um pouco em quadra.

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Em suma, o céu é o limite para o versátil jogador de 20 anos. Por isso, Barnes é um dos principais concorrentes ao prêmio de Novato do Ano.

Franz Wagner

O alemão do Magic é o menos falado entre os principais concorrentes ao Novato do Ano. Também pudera. O time da Flórida é o lanterna do Leste e tem a segunda pior campanha de 2021/22. Além disso, Wagner não foi uma escolha do topo do recrutamento e não era considerado um prospecto extra classe. Assim, ninguém imaginava que ele estaria no páreo pela honraria.

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Entretanto, dentro de quadra, o ala mostrou que é muito bom. Apontado pelo Jumper Brasil como uma das escolhas mais seguras do último recrutamento, o irmão mais novo de Moe Wagner está superando as expectativas, tanto que é o segundo cestinha do Magic.

Titular absoluto, Franz é o segundo cestinha entre os novatos (empatado com Barnes). Mas, acima de tudo, ele vem mostrando que é um pacote completo nos dois lados da quadra graças ao seu elevado QI de basquete. De quebra, vem mostrando evolução como arremessador, um de seus poucos pontos fracos como prospecto.

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Por tudo o que vem fazendo na temporada de estreia, Wagner se tornou uma peça fundamental no jovem time de Orlando, que está em um longo processo de reconstrução. Ou seja, o alemão foi um baita acerto da franquia no Draft 2021, e, portanto, é um dos favoritos ao Novato do Ano.

Menções honrosas

Citado no tópico referente a Cade Cunningham, o australiano Josh Giddey é o nome que falta para fechar o time ideal de calouros. No entanto, o armador do Oklahoma City Thunder está fora da temporada. Assim, ele encerrou a sua participação em 2021/22 com 54 jogos disputados.

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Em um disputa tão acirrada, não considero que Giddey esteja no páreo porque, no fim das contas, ele terá atuado bem menos que os concorrentes. Mas, inegavelmente, ele merece ser eleito para o quinteto dos novatos.

Sexta escolha do Draft 2021, Giddey chegou ao Thunder, a princípio, como um projeto de médio e longo prazo. Entretanto, ele mostrou bola logo de cara e garantiu um lugar no quinteto inicial da equipe. Dessa forma, o australiano foi titular em todas as partidas que disputou. Suas médias como calouro foram de 12.5 pontos, 7.8 rebotes e 6.4 assistências.

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Dono de elevado QI de basquete, Giddey chama a atenção como playmaker, reboteiro e defensor. Além disso, encaixou muito bem com o astro do time, Shai Gilgeous-Alexander, pois as características de ambos se complementam. Portanto, Giddey foi um tremendo acerto do Thunder no último recrutamento.

Outra menção honrosa vai para Herbert Jones, do New Orleans Pelicans. Escolha de segunda rodada (35) no último recrutamento, o ala se tornou em pouco tempo o principal defensor da equipe e um dos atletas mais queridos pela torcida. Também pudera. Jones atua sempre com muita vontade, defende múltiplas posições e é o sexto na NBA em roubos de bola (101, em 66 jogos). A influência dele no Pelicans vai muito além do boxscore. Jones é um autêntico steal.

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Além do ala do Pelicans, o meu segundo time ideal de novatos da temporada tem: Jalen Green (Houston Rockets), Chris Duarte (Indiana Pacers), Ayo Dosunmu (Chicago Bulls) e Jonathan Kuminga (Golden State Warriors).

Veredito

Evan Mobley é o meu preferido para ganhar o Novato do Ano. Impactou o Cavs desde o primeiro dia, é peça-chave de um dos principais times do Leste e um defensor de alto nível. O fato de jogar em uma equipe competitiva, e ser o pilar defensivo desse time, faz toda a diferença.

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O ala-pivô é o terceiro da NBA na estatística avançada Defensive Win Shares (cálculo estabelecido para determinar o impacto unicamente defensivo de um atleta no número total de vitórias de sua equipe na temporada), e o 13º em eficiência defensiva. Um autêntico talento geracional na defesa!

Dessa forma, Mobley pode figurar nos times ideais de defesa da temporada e ainda, levar para casa o prêmio de Novato do Ano.

* True Shooting %: trata-se de um cálculo que permite contemplar melhor o quão eficiente os atletas conseguem ser quando arremessam. O índice leva em conta os arremessos de três e dois pontos, além dos lances livres conquistados.

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