Neste domingo, o Jumper Brasil segue com seus rankings dos melhores jogadores por posição da NBA para a temporada 2021-2022 com os 20 principais pivôs que projetamos para a liga. Como combinado, a votação para esta edição teve a participação dos leitores. No entanto, foi informado que a equipe do site teria peso 2, enquanto os votos dos internautas teve peso 1.

O que é levado em consideração para a formação das listas:

Números: como nos últimos anos, o que um jogador poderá fazer por sua equipe naquela temporada é determinante. Se ele está lesionado ou tem chances maiores de perder jogos durante a campanha por contusões, ele cai no ranking. Se ele ganha uma titularidade, mais espaço na rotação, sobe.

Critério de posições: utilizamos o bom censo, mas sem fugir muito de outros rankings. Um detalhe a ser notado é que, às vezes, um jogador pode ser ala-armador de origem, mas vai jogar mais tempo ou começar mais jogos como ala ou armador.

Mudança de time: durante a offseason, muitos jogadores trocaram seus times e enfrentam uma nova realidade. Portanto, um atleta pode ter mais ou menos tempo de quadra, alterando seu papel dentro da rotação e minutos em quadra.

Load management: é como o critério de jogador que perde jogos por lesão, mas sabemos que ele foi apenas poupado. Perde pontos, mas nem tanto. Ele não terá de voltar às quadras aos poucos, como é no caso de um lesionado.

Potencial: alguns calouros são levados em consideração, mas sem uma verdadeira amostragem, não tem como valorizar tanto na pontuação final.

Pivôs

1- Nikola Jokic (179 pontos)

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Garrett Ellwood/AFP

A lista não poderia começar diferente. Atual MVP da liga, Nikola Jovic é um dos pivôs mais completos da NBA. Muitos podem questionar sua agilidade física. Contudo, é inegável a velocidade de raciocínio em quadra. Dono de uma visão de jogo privilegiada, o sérvio esbanja criatividade e categoria na hora de servir os companheiros. Não somente, o astro é um ótimo arremessador de curta, média e longa distância. Com isso, além de contribuir – e muito – próximo à cesta, é também um perigo constante no perímetro. Sua capacidade de espaçar a quadra, somada a eficiência nos passes, torna Jokic uma arma letal para o Denver Nuggets. Em sua última temporada, como melhor da liga, obteve médias de 26.4 pontos, 10.8 rebotes, 8.3 assistências e 1.3 roubo de bola por jogo.

2- Joel Embiid (172 pontos)

Um dos líderes do Philadelphia 76ers, há cinco anos, Joel Embiid nunca fez uma temporada para menos de 20 pontos como jogador da NBA. Números invejáveis, força física e poder de decisão, certamente são os fatores que o colocam como o segundo melhor pivô da atualidade. Não atoa, foi um dos finalistas ao prêmio de MVP em 2020-21. O camaronês, além de ser agressivo à cesta, também se destaca como ótimo marcador. Prova isso, é sua média de quase dois tocos por partida na carreira. Há quem diga que Embiid precise aprimorar seu arremesso. É verdade. Entretanto, isso não foi um problema para que ele alcançasse 28.5 pontos de média na última temporada.

3- Karl-Anthony Towns (160 pontos)

Muitas vezes injustiçado pelos críticos, Karl-Anthony Towns é, inegavelmente, um dos principais nomes de garrafão da liga. Com apenas 25 anos, já são seis temporadas disputadas, sempre em alto nível. Algumas incertezas sobre seu potencial podem estar atreladas às campanhas do Minnesota Timberwolves. Nesse sentido, não podemos deixar de levar em consideração que é um estrela solitária na equipe. Ainda assim, Towns é responsável pela maioria das grandes vitórias do time. Completo, assim como Jokic, é capaz de atuar em diversos lugares da quadra. Como resultado, o pivô possui, na carreira, quase 40% de aproveitamento nos arremessos de três pontos. Na última temporada, atuou para médias de 24.8 pontos e 10.6 rebotes.

4- Bam Adebayo (144 pontos)

Mais um jovem pivô que já mostrou seu valor. Aos 24 anos, Bam Adebayo é uma das figuras de maior destaque no Miami Heat. Em apenas quatro anos na NBA, foi um dos responsáveis por levar o time de Erik Spoelstra às finais da bolha, em 2019. O título não veio. Porém, foi um ano marcante em sua carreira. Afinal, Adebayo deu um salto considerável de 8.9 para 15.9 pontos por jogo. Com status de All-Star e finalista, conseguiu aumentar ainda mais seus números em 2020-21. Assim, terminou a última temporada com médias de 18.7 pontos, oito rebotes e 3.5 assistências. Novo, versátil e atlético, tem tudo para se tornar ainda mais completo nos próximos anos.

5- Rudy Gobert (137 pontos)

Quando se pensa em Rudy Gobert, se pensa em defesa. Esta é a marca registrada do francês. Não atoa, foi o principal fator para consolidá-lo como um dos principais pivôs e protetores de aro da NBA. Em oito anos atuando pelo Utah Jazz, são três prêmios de defensor do ano, além de cinco vezes aparecendo entre os melhores no quesito. Gobert não é mais um menino, mas é uma peça importante para a construção de qualquer equipe. Afinal, qual treinador não gostaria de ter um atleta que atinge quase três tocos por partida? Como se não bastasse, é o pivô com maior número de rebotes entre os nomes já citados até aqui. Nas últimas duas temporadas, foram 13.8 por jogo. Apesar do seu potencial inegável para defender, o já veterano, é peça importante no ataque, principalmente no trabalho de pick-and-roll.

6- Deandre Ayton (132 pontos)

Mais um jovem pivô figurando entre os primeiros do ranking. Deandre Ayton, aos 23 anos, já sabe qual o sabor de disputar finais. No ano passado, dividiu a responsabilidade com Chris Paul e Devin Booker na camapnha que levou o Phoenix Suns à decisão contra o Milwaukee Bucks. Em apenas três temporadas na liga, seus números são expressivos. São 16 pontos, 10.6 rebotes, além de 1.2 toco por partida, em média. Apesar disso, Ayton não possui características de um pivô moderno. Dessa forma, seu jogo ofensivo é impecável embaixo da cesta e para o trabalho de troca de marcação. Peca, apenas, em arremessos de média e longa distância.

7- Nikola Vucevic (121 pontos)

Em quase dez temporadas como jogador do Orlando Magic, Nikola Vucevic se tornou um dos principais nomes da franquia nos últimos anos. Mesmo não sendo considerado um pivô atlético e veloz, o montenegrino compensa com técnica e um bom arremesso para a posição. Agora no Chicago Bulls, e munido de boas companhias ao seu redor, pode ser capaz de melhorar ainda mais seus números. Em seu primeiro ano em Illinois, ainda sem os reforços, Vucevic obteve médias de 21.5 pontos, 11.5 rebotes e 3.9 assistências.

8- Christian Wood (105 pontos)

Aos 26 anos, Christian Wood conseguiu elevar seu patamar durante o primeiro ano como jogador do Houston Rockets. Depois de boa temporada vindo do banco pelo Detroit Pistons, em 2019-20, ele chegou ao Texas como titular. Dessa forma, saltou de uma média de 13 pontos, para 21 pontos e se tornou uma das grandes promessas da liga. Esta mudança pode estar atrelada ao fato de que Wood passou de um ala-pivô, que abusava de segundas unidades, para um pivô com a missão de marcar e explorar os melhores atletas da posição na liga noite após noite.

9- Clint Capela (102 pontos)

Após passar seus primeiros seis anos na NBA como atleta do Houston Rockets, Clint Capela chegou ao Atlanta Hawks para dar consistência defensiva a uma equipe recheada de jovens talentos. Pelos números, ele conseguiu. Dono do garrafão no time da Geórgia, o suíço fez uma campanha para 15.2 pontos, dois tocos e expressivos 14.3 rebotes, em média. Apesar de não ser tão capaz de espaçar a quadra, Capela é um pivô atlético e determinado em suas funções coletivas. Assim, é um nome fundamental na construção de uma equipe vencedora, que disputou finais de Conferência em 2020-21.

10- Jonas Valanciunas (95 pontos)

Se contrapondo à maioria dos nomes elencados até aqui, Jonas Valanciunas tem o perfil de um pivô clássico. Não tão móvel, nem ágil, o lituano compensa com técnica e jogo coletivo. Assim como, em um bom arremesso para a posição. Após três anos atuando pelo Memphis Grizzlies, Valanciunas se juntará a Zion Williamson no New Orleans Pelicans nesta temporada. No Tennessee, foram 151 jogos com médias de 16.4 pontos, 11.7 rebotes e 1.1 toco por partida. Será que ele continuará desempenhando um bom papel na Luisiana?

11- Jusuf Nurkic (88 pontos)

Recentemente elogiado pelo técnico Chauncey Billups, Jusuf Nurkic é tido como injustiçado por muitos que admiram seu jogo. Não se pode negar que é um jogador técnico, mas lesões, condicionamento físico e sua instabilidade, sempre deixam os críticos com a pulga atrás da orelha. O bósnio jogou apenas 56 jogos nas últimas duas temporadas. Além da lesão, em 2019, passou por problemas pessoais com a morte de sua avó em 2020. Estes fatores fizeram com que seu retorno fosse prejudicado. Com isso, foi possível notar deficiências em sua marcação, apesar de boas aparições ofensivas. Na última temporada pelo Portland Trail Blazer, Nurkic atingiu médias de 11.5 pontos, nove rebotes, 3.4 assistências e 1.1 toco por jogo.

12- Myles Turner (86 pontos)

Em seis anos de NBA, pelo Indiana Pacers, Myles Turner sempre foi considerado um bom pivô. O problema, no entanto, está em nunca “explodir”.  Apesar de bons números, aos 25 anos, ele nunca teve uma temporada de consagração. Nos últimos dois anos, tentou ampliar seu repertório e passou a arriscar mais chutes do perímetro. Contudo, sem muito sucesso. Por outro lado, Turner é titular absoluto da franquia em cinco, dos seus seis anos e Indiana. Frequentemente, é considerado um dos principais defensores da liga. Não poderia ser diferente. Na última temporada, pro exemplo, sua média de tocos é extraordinária. Foram 3.4, em média, por jogo. Da mesma forma, seus rebotes estão abaixo dos principais pivôs da NBA: 6.5.

13- Jarrett Allen (63 pontos)

Em seis anos na NBA, Jarrett Allen é considerado um dos pivôs mais mais promissores. Com bom início de carreira no Brooklyn Nets, acabou perdendo espaço com a chegada de grandes estrelas para o elenco nova-iorquino. A mudança para o Cleveland Cavaliers, por sua vez, deu a ele status de titular. Assim, pode provar que realmente há potencial em seu jogo. Aos 23 anos, ele tem um contrato de mais cinco em Ohio. Durante sua primeira temporada ao lado de outras jovens promessas, Allen conseguiu 13.2 pontos, 9.9rebotes e 1.4 toco por jogo.

14- Al Horford (58 pontos)

Um dos mais veteranos da lista, Al Horford, de 35 anos, teve o auge de sua carreira em 2013-14, pelo Atlanta Hawks. Na ocasião, foram 18.6 pontos por jogo. Mesmo assim, nunca deixou seu nível de jogo cair e mantem-se como um dos principais nomes de garrafão da liga. No Boston Celtics, a partir de 2016, o dominicano passou a se aventurar também nos arremessos de longa distância. Apesar de não ser um exímio pontuador no quesito, pode servir como um bom espaçador quadra, além de um criador de oportunidades na linha de três pontos. Em 2020-21, jogou pelo Oklahoma City Thunder, com 14.2 pontos de média. Para esta temporada, voltará a defender as cores do Celtics e quer provar que ainda é capaz de contribuir em uma equipe de alto nível.

15- Brook Lopez (51 pontos)

Certamente, Brook Lopez não vive mais seus tempos áureos de Brooklyn Nets. Por outro lado, foi pelo Milwaukee Bucks que conseguiu o maior feito de sua carreira, ao conquistar o campeonato de 2020-21. Apesar de não conseguir os 20 pontos de média como em Nova Iorque, Lopez é um pivô que pode oferecer diversas qualidades coletivas e individuais. Apesar de não ser um grande “reboteiro”, o já veterano de 33 anos, passou a ser uma arma do perímetro. Desde 2016, ele passou de menos de uma tentativa de três pontos, para quase cinco por jogo. Titular absoluto no Bucks, o pivô obteve médias de 12.3 pontos, cinco rebotes e 1.5 toco por jogo, na temporada vitoriosa da franquia.

16- Steven Adams (36 pontos)

Mais um estrangeiro no ranking de pivôs. O neozelandês Steven Adams é outro jogador que apresenta características clássicas para um jogador de garrafão. Sem muita mobilidade e arremessos contestáveis, o australiano se destaca pelo jogo físico e coletivo. Assim, busca sempre clarear as jogadas para seus armadores com corta-luzes e garantir uma nova posse de bola para a equipe. Atualmente no Pelicans, Adams teve sua carreira na NBA praticamente toda pelo Thunder. Ao longo de seus oito anos na liga, o pivô possui médias de 9.6 pontos, 7.7 rebotes e um toco por jogo.

17- Isaiah Stewart (34 pontos)

O único calouro do ranking, Isaiah Stewart é um ótima promessa para o Detroit Pistons. Como características principais, o novato se destaca pela força física. Com isso, é possível dar trabalho para outros jogadores fortes, além de buscar sempre o contato próximo à cesta. Stewart pode se tornar um exímio defensor na NBA, tanto dentro do garrafão, quanto em possíveis trocas para marcadores menores e mais velozes. Por outro lado, pesar de jovem, não se enquadra como um pivô rápido, que consegue transitar facilmente pela quadra e tampouco é um chutador de perímetro.

18- Richaun Holmes (24 pontos)

Sempre coadjuvante, Richaun Holmes conseguiu bom destaque pelo Sacramento Kings nas duas últimas temporadas e se tornou titular. Na Califórnia, Holmes conseguiu o melhor ano de sua carreira, obtendo médias de 14.2 pontos, 8.3 rebotes e 1.6 toco por partida, em 2020-21. Agora, ele poderá perder alguns minutos em quadra, já que o técnico Luke Walton pretende utilizar Marvin Bagley na posição cinco em determinadas ocasiões.

19- Mason Plumlee (20 pontos)

Já em fase avançada da carreira, Mason Plumlee divide opiniões. Com poucas características de um “pivô moderno”, o novo central do Charlotte Hornets fez uma de suas melhores temporadas durante seu único ano em Michigan. Em 2020-21, igualou os números de sua segunda melhor campanha na NBA, com 10.4 pontos. Ao mesmo tempo, bateu seu recorde de rebotes apanhados, com 9.4 de média. Em contrapartida, Plumlee não possui arremesso de longa distância. Diferente da tendência atual, o pivô sequer arrisca tentativas de três pontos e se limita a atuar próximo à cesta.

20- Jakob Poeltl (20 pontos)

Podemos chamar Jakob Poeltl de “eterna promessa”? O austríaco sempre mostrou potencial, mas nunca deslanchou. Sua ia ao San Antonio Spurs, em 2018, gerou expectativa do que poderia render ao ser comandado por Gregg Popovich. Pois bem. Apesar de ter seu melhor ano na temporada passada (8.6 pontos e 7.9 rebotes), Poeltl não conseguiu se transformar em um exímio pivô. Aos 26 anos e indo para sua quarta temporada no Texas, terá mais uma oportunidade de se provar na liga.

Outros votados

21- Daniel Gafford (18)
22- Mitchell Robinson (15)
23- Nerlens Noel (6)
24- James Wiseman (5)
25- Wendell Carter (4)
26- Ivica Zubac (4)

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