O Cleveland Cavaliers “estragou” a grande estreia do trio de astros do Brooklyn Nets e conseguiu uma surpreendente vitória sobre os nova-iorquinos nessa quarta-feira. E um jovem talento foi o maior responsável por derrubar os craques oponentes. O técnico J.B. Bickerstaff viu o armador Collin Sexton quebrar seu recorde de pontuação ao marcar 42 pontos no jogo e garante que, embora não seja tão celebrado quanto outros prospectos, o titular do Cavs passa longe de ser um “jogador comum”. 

“Eu vejo Collin jogar desde que tinha uns 17 anos e ele não é um cara normal. Não é um jogador comum. É um pontuador dinâmico e sei que precisamos ganhar mais jogos para que tenha condições de receber o respeito que merece das pessoas e mostrar do que é, efetivamente, capaz. Essa precisa ser uma responsabilidade e um objetivo nosso”, disse o treinador, após o triunfo em duas prorrogações sobre o Nets, por 147 a 135. 

Mais do que produtivo, Sexton foi totalmente decisivo para o Cavaliers em uma atuação descrita como “inesquecível” pela imprensa de Ohio. Ele anotou 22 dos seus 42 pontos nas duas prorrogações, incluindo uma sequência de 20 pontos consecutivos da equipe. Para completar, ele converteu quatro de seus cinco arremessos de três pontos na noite na segunda prorrogação – incluindo tiros marcados por Kevin Durant e Kyrie Irving.  

Collin estava simplesmente pegando fogo hoje. Fora de si, totalmente imparável. Ele convertia todos os arremessos que tentava. Era inconsciente. Foi algo absolutamente lindo de ver. Nunca lhe faltou confiança dentro de quadra, em nenhum momento das partidas, mas você perceber as diferenças em seu jogo. Ele já era bom na temporada passada e, agora, está ainda melhor”, contou um animado Cedi Osman. 

Para o pivô Jarrett Allen, que fazia sua estreia pelo Cavaliers exatamente contra o ex-time, a atuação foi uma forma agradável e inesperada de conhecer o novo companheiro de equipe. “Houve um momento em que comecei a provocar os caras antes mesmo da bola entrar na cesta. Para que esperar, né? Realmente não sabia que Collin era tão bom. Não podia imaginar”, elogiou o estreante, que anotou 12 pontos e 11 rebotes. 

Há ainda uma pitada especial no duelo de Sexton contra o Nets pelo encontro com Kyrie Irving. O problemático armador iniciou a carreira em Cleveland e vestia a mesma camisa #2 hoje usada pelo jovem quando conquistou o inédito título da NBA para o time. Desde que chegou à equipe de Ohio, como a oitava escolha do draft de 2018, o novo cestinha de Ohio vem lidando com comparações e expectativas trazidas pela memória do astro. 

“Eu estou em Cleveland e visto a camisa #2, então ligaram meu nome a Kyrie sempre. Preciso aceitar isso. Não posso controlar o que dizer, mas controlo o que faço. Aceito o desafio de encarar essa sombra de frente. É bom enfrentá-lo em quadra e sei que não seria fácil, pelo simples fato de que é um astro que ataca o tempo inteiro. Mas estava pronto. Sempre estou pronto”, assegurou o jogador de 22 anos. 

Sexton chegou à NBA, por sinal, com uma série de questionamentos sobre seu estilo de jogo. Arremesso, impacto potencial no jogo além da pontuação e capacidade de criar para outros atletas, ser um armador de fato, eram questionados constantemente por analistas. Hoje, Bickerstaff acredita que o comandado mostrou ter o bastante em seu repertório para superar qualquer tipo de limitação percebida em quadra. 

Collin precisa ser o ponto focal de nosso ataque porque pode bater seu marcador no um contra um, colocar pressão nas defesas e surpreender adversários além do desenho das jogadas. Não existem tantos jogadores nessa liga com a sua capacidade de fazer cestas. Esse menino cresce nos momentos decisivos e isso não é algo que todos fazem. Temos muita sorte de tê-lo aqui”, concluiu o técnico, montando um time em torno de Sexton. 

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