James Harden protagonizou mais uma de suas atuações de gala nessa sexta-feira. O armador comandou a vitória que recolocou o Brooklyn Nets na segunda colocação do Leste, contra o Detroit Pistons, anotando 44 pontos, 14 rebotes e oito assistências em 42 minutos de ação. O ótimo desempenho é mais um episódio que reforça a “inclusão tardia” de Harden na corrida pelo prêmio de MVP da temporada – um reconhecimento que, para o próprio astro, ainda é insuficiente para o seu impacto na NBA.

“Eu não sinto que só mereço estar na discussão. Sinto que sou o MVP da temporada. É simples assim. Não quero ficar falando do meu rendimento individual, mas as minhas estatísticas falam por si só e estamos vencendo jogos. Entro em quadra a cada noite e tento dar tudo o que posso para ajudar os meus companheiros. Isso é tudo que posso dizer. Deixo o julgamento, agora, para vocês”, afirmou o craque, em entrevista depois do triunfo dos nova-iorquinos por 113 a 111.

O impacto do Harden sobre o sucesso do Nets é irrefutável: desde que chegou ao Nets, em janeiro, a equipe tem um recorde de 24 vitórias e sete derrotas com o “Barba” em quadra. Na totalidade da temporada, ele registra médias de 25.8 pontos, 8.1 rebotes e 11.2 assistências (a maior marca da liga). A vitória diante do Pistons foi especialmente significativa porque, duas noites antes, o time havia sido derrotado por 30 pontos de diferença pelo Utah Jazz sem o armador em quadra.

“Nós vencemos a partida, mas não terminamos a noite com uma boa impressão sobre isso. Não apresentamos o basquete que sabemos ter condições de apresentar. Nesse sentido, eu posso dizer que só ganhamos porque James estava lá e nos conduziu. Fez grandes jogadas em momentos críticos. Definitivamente, carregou-nos ofensivamente desde o primeiro até o último lance”, exaltou o treinador, admitindo o papel crucial do veterano no resultado positivo da equipe de Brooklyn.

O desempenho e resultados de Harden até o momento tornam-se ainda mais incríveis pela ausência de chances de atuar com os astros Kyrie Irving e Kevin Durant. Os três estiveram juntos em quadra em apenas seis jogos até o momento e, sem o craque, a equipe produz quase sete pontos a menos por 100 posses de bola. Tal impacto é tão evidente que até alguém com só três partidas disputadas pelo Nets, como o recém-contratado Blake Griffin, já o nota fortemente.

“James faz o jogo tão mais fácil para todos e atrai tanta atenção em quadra. Você vê o número de assistências que distribui e é inacreditável. Jogar ao seu lado faz com que realmente o valorize porque ele faz um ótimo trabalho encontrando os companheiros, com passes precisos. É um cara que cria boas oportunidades para qualquer jogador e nós sabemos que muitos atletas nunca terão a chance de atuar com alguém assim”, elogiou Griffin, que iniciou a temporada atuando pelo próprio Pistons.

Hoje, Harden é o quinto principal candidato a MVP da temporada da NBA nas casas de apostas. Essa situação, porém, pode melhorar por uma questão que ninguém gostaria que acontecesse: as contusões se proliferam entre os craques da liga e postulantes ao prêmio individual – como Joel Embiid, LeBron James, Stephen Curry, Anthony Davis e Durant. A nova referência do Nets lamenta as ausências de tantos grandes jogadores, mas sabe que evitar lesões também é parte da jornada de um MVP.

“É triste acompanhar uma situação como essa. É lamentável porque são uns dez dos melhores jogadores da liga que estamos privados de ver em quadra de uma maneira forçada, por conta de lesões que nem conhecemos direito. Tenho certeza de que isso extrai parte de empolgação dos torcedores, mas, ao mesmo tempo, nós precisamos compreender que é algo que acontece no jogo. A NBA, no fim das contas, é assim”, concluiu o futuro integrante do Hall da Fama.