Atual tricampeão paulista por Franca, e um dos destaques da equipe nos últimos anos, o ala-pivô Lucas Dias falou esta semana com o Jumper Brasil.

No bate-papo, o jogador de 25 anos abriu o jogo sobre a conquista de mais um título estadual e falou das expectativas para a nova temporada do NBB e sobre o seu papel na seleção brasileira, comandada pelo técnico croata Aleksandar Petrovic.

Confira, na íntegra, a entrevista do Jumper Brasil com Lucas Dias:

Foto: Marcello Zambrana (FPB)


Jumper Brasil: Lucas, durante a pré-temporada, Franca teve a confirmação de pelo menos duas saídas importantíssimas para o elenco: Rafael Hettsheimeir (Flamengo) e David Jackson (Minas). Mesmo assim, a equipe se movimentou no mercado e acertou a contratação de ótimos nomes como André Góes e Danilo Fuzaro, que vieram de Mogi. Por ser um dos mais experientes no elenco de Franca e por todo o potencial demonstrado em quadra durante esses anos, se espera um protagonismo maior de sua parte para que a equipe se mantenha entre as principais forças do NBB 2020/21. Como você encara essa responsabilidade?

Lucas Dias: “Sabíamos que seria um ano diferente, um ano de reformulação da equipe, onde perdemos quatro titulares na pré-temporada. Ao mesmo tempo, tínhamos ciência da grandeza do clube, de como Franca tem um grupo forte, tradição no basquete brasileiro e que ainda agregou as chegadas do André e do Danilo, que foram destaques no ano passado por Mogi. Sobre o protagonismo, meu papel é sempre ajudar a equipe e me sinto feliz com a responsabilidade de ser um dos pontos focais no grupo. Fico feliz com a responsabilidade que o Helinho vem me dando ao decorrer das temporadas e espero corresponder dentro de quadra.” 

JB: Sobre o Campeonato Paulista, qual a importância do tricampeonato para a equipe e do prêmio de MVP das Finais para você? Por ter desbancado um dos favoritos na semifinal, o São Paulo, e, logo após, ter levantado o caneco contra o Paulistano, como a conquista impacta o elenco visando o restante da temporada?

LD: “Fiquei muito feliz com o prêmio individual, ser eleito MVP é muito gratificante, mas o título foi o mais importante. Desde o começo da preparação para o estadual, fomos desacreditados e alguns times eram listados na nossa frente na busca pelo título, mas o grupo se uniu, não se abalou com a derrota contra Bauru na primeira fase e mostrou sua força na semifinal contra o São Paulo e na final contra o Paulistano. Claro que o título ajuda na confiança da equipe para o restante da temporada, mas o trabalho continua. A temporada é longa e o nosso objetivo é ser o melhor possível nas competições que vamos participar este ano. “

JB: Durante as quatro temporadas do técnico Helinho em Franca (a quinta contando com a atual), você esteve presente em todas as conquistas: tricampeonato paulista (2018, 2019 e 2020) e a Copa Super 8, no ano passado. O que mais chama sua atenção e como você avalia o trabalho do comandante à frente da equipe?

LD: “Estou muito feliz em trabalhar com o Helinho. Sei o quanto ele e a sua comissão trabalham para nos abastecer com as melhores informações, o quão dedicado ele é no dia-a-dia, sempre disposto a nos ajudar. O Helinho formou uma família em Franca e ele não é apenas o nosso comandante. Ele é um amigo, que tem muito futuro pela frente e ainda colherá muitos frutos do ótimo trabalho que vem realizando.”

JB: Franca veio renovada para esse ano, agregou jovens promissores ao elenco e que terão mais oportunidades em quadra, como por exemplo, o armador Adyel e os pivôs Márcio Santos e Edu Marília. Sendo um dos líderes da equipe francana, como você ajuda e aconselha os mais jovens nesse começo de jornada no profissional?

LD: “Tento ajudar da melhor forma possível, dando dicas no treinamento, chamando pra treinar junto, etc. Tento passar pra eles que tudo tem seu tempo. Então, com calma, paciência e, principalmente humildade, não só esses três jogadores que você citou, como todos os outros da base que têm a oportunidade de subir para o adulto, podem conquistar o seu espaço na equipe e agregar ao elenco. “

JB: A respeito do restante da temporada, qual a expectativa da equipe para a disputa do NBB e da Champions League das Américas? Levando em conta a mudança no formato de disputa do NBB, que, pelo menos nesse primeiro turno será disputado em sedes e sem torcida, como isso afeta os jogadores dentro de quadra?

LD: “Estamos muito confiantes que iremos desempenhar um bom trabalho, tanto no NBB como na Champions. Sabemos das dificuldades e das mudanças no regulamento, mas estamos bem mentalmente e fisicamente. Já no Campeonato Paulista tivemos uma prévia de como ocorrerão essas mudanças, então estamos prontos para o desafio. Por não ter torcida e por não jogarmos em casa, pelo menos nesse primeiro turno, sentiremos muito a falta do apoio do torcedor francano no Pedrocão, mas como disse anteriormente, devido à experiência de jogar o estadual, estamos preparados e dispostos a enfrentar os percalços que essa temporada irá nos impor.”

JB: Para finalizar, você foi um dos convocados do técnico Petrovic para as eliminatórias da Copa América. Qual a sua expectativa para os dois jogos contra Panamá e Paraguai? Conversando com o técnico croata, o que ele espera de você dentro de quadra?

LD: “A expectativa é a melhor possível. Cada convocação, estou me sentindo mais à vontade com o grupo e com a camisa da seleção. A minha relação com o Petrovic é ótima. Ele é um ótimo técnico e, sempre que conversamos, aprendo muito. Espero desempenhar um bom papel nesses dois jogos e sair com a vitória, que é o mais importante.”

 

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