Os dias de maior apreensão da carreira de Caris LeVert viraram o período mais tenso de sua vida, depois da troca que levou-o do Brooklyn Nets para o Indiana Pacers. Nos exames para confirmação da transação, uma massa não especificada (possível tumor) foi identificado no rim do jovem ala e causou seu afastamento imediato das quadras. Ele não gostaria de ter sido negociado, como qualquer atleta, mas compreende que o negócio acabou sendo uma benção disfarçada. 

“Eu não tinha nenhum sintoma. Como vocês sabem, estava jogando normalmente. Não havia ficado fora de nenhuma partida da temporada ainda. Sentia-me completamente saudável, então, definitivamente, a negociação serviu para descobrirmos algo sobre o meu corpo que nunca teria descoberto. Vejo tudo o que aconteceu com gratidão, pois essa troca pode ter salvo minha vida”, desabafou o novo reforço do Pacers, em sua primeira entrevista como jogador da franquia. 

As horas que antecederam o fechamento da troca de LeVert foram de apreensão porque ele já sabia que estava envolvido nas conversas. Todos os rumores incluíam seu nome entre o valor de retorno pelo ex-MVP da liga. A matemática financeira da liga também apontava que o atleta precisaria estar inserido no negócio para “bater salários”. Mas o mais importante é que o gerente-geral do Nets, Sean Marks, foi muito sincero sobre o andamento da situação. 

“Sean foi bastante honesto comigo desde a primeira onda de rumores envolvendo meu nome: disse-me que, embora valorizassem o meu jogo, nada estava descartado. Então, fui mantido ciente de que essa possibilidade estava na mesa. Não tinha certeza de que iria acontecer, mas existiam diversas especulações – e, obviamente, James não estava feliz em Houston”, contou o jogador de 26 anos, com US$52.5 milhões em salários a receber até junho de 2023. 

Agora, LeVert está afastado por precaução das quadras de seis a oito semanas e espera o resultado de uma biópsia para sabermos a gravidade da massa encontrada no rim. A tendência é que, se tudo correr bem, ele esteja de volta aos treinos e possa estrear no Pacers em março. O técnico Nate Bjorkgren comemora a contratação do novo reforço, mesmo fora de ação, porque acredita ser um encaixe ideal no novo estilo de jogo que tenta implementar em Indiana. 

“Caris é mais um ala que pode conduzir a bola e iniciar o ataque para nós. Pode atuar em múltiplas posições, de armador a ala-pivô, por conta de sua estatura e repertório ofensivo. É mais um jogador para o qual vamos pedir que jogue com um ritmo fluido, ataque a cesta e chute para três pontos a qualquer sinal de espaço. Ele possui todas as qualidades que procuramos em nossos atletas”, apontou o treinador, já projetando o jovem ala em seu time. 

LeVert também está empolgado para voltar a jogar, mas, agora, sabe viver um instante diferente na vida e carreira. Nesse momento, a sua cabeça está voltada para assuntos bem diferentes. “Para ser sincero, eu realmente ainda não pensei sobre o meu encaixe nessa nova equipe. Hoje, a coisa mais importante é tratar o meu corpo para que tenha certeza de que vou viver uma longa e saudável vida”, resumiu LeVert. 

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