O Houston Rockets vive um momento crítico em suas pretensões competitivas na NBA, com um aparente grupo de jogadores insatisfeitos no time – incluindo os astros James Harden e Russell Westbrook. E tudo teria começado, surpreendentemente, por uma posição política de Tillman Fertitta. Segundo Ric Bucher, da rádio SiriusXM, o ensaio de desmanche que a equipe texana parece enfrentar teria sido causado pelo apoio do dono do Rockets à campanha presidencial de Donald Trump. 

“Imediatamente, eu pensei que a revolta no plantel seria motivada pela saída de Mike D’Antoni e Daryl Morey. No entanto, o que ouvi é que o forte apoio e as doações de Fertitta ao partido republicano foi uma das coisas que contribuíram para a insatisfação geral. Há um péssimo clima interno porque caras como Russell e James veem Tillman como uma pessoa que apoia o atual presidente dos EUA”, afirmou o veterano repórter, em entrevista ao podcast “The Odd Couple”. 

Fala-se em “desmanche” quando o assunto é o suposto impacto do suporte do dono do Rockets à Trump porque, embora os pedidos de troca dos astros sejam os destaques, esse elenco passou por muito mais mudanças. A franquia surpreendeu ao trocar o ala Robert Covington, um de seus destaques na “bolha”, subitamente na reabertura do mercado da NBA. Atletas que elogiavam Houston nas redes socias, como Jeff Green e Austin Rivers, deixaram o time como agentes livres sem maiores motivos. 

“Não são só os dois líderes, James e Russell, que querem sair de Houston por causa de Fertitta. Os jogadores menos destacados do grupo pensam da mesma forma. Há uma verdadeira revolta interna”, descreveu Bucher, sugerindo que a troca de Covington foi ocasionada por um pedido do atleta – rapidamente atendido para que esse desejo não “vazasse” para a imprensa. Especula-se que Rivers e Green optaram por sair, mesmo tendo ofertas financeiro-contratuais iguais do Rockets.  

A NBA entrou em rota de colisão com Trump durante a realização dos jogos na “bolha”, quando jogadores decidiram fazer protestos mais significativos e unificados contra o racismo sistêmico nos EUA. Atletas foram duramente criticados pelo presidente por ajoelharem-se na execução do hino nacional, por exemplo, o que interpretou como um ato político e antipatriótico. LeBron James, Mark Cuban e o comissário da liga, Adam Silver, saíram em defesa pública da livre expressão nos esportes. 

Nesse panorama, Fertitta passou a ser visto como um pária pela torcida do Rockets por ter sido uma das poucas figuras da NBA a apoiarem – e fazê-lo de forma financeira, inclusive – o empresário e estadista, um declarado inimigo da liga no momento. Por outro lado, jogadores de basquete fizeram campanha vocal contra a reeleição. No fim das contas, Trump foi derrotado pelo democrata Joe Biden na corrida presidencial e deixará a Casa Branca no ano que vem. 

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