Após a última decepção do Bucks nos playoffs, Giannis Antetokounmpo decretou que não queria ser chamado de MVP da liga até ser campeão. Pois, nessa terça-feira, o ala do Milwaukee Bucks finalmente fez por merecer esse status: ele comandou a conquista do segundo título da história da equipe anotando 50 pontos no jogo decisivo da série contra o Phoenix Suns. Para Antetokounmpo, um título que vale ainda mais por ter sido vencido com o time que draftou-o e não buscando o caminho fácil de um supertime. 

 

“Assinei a extensão porque simplesmente não podia ir embora. Havia um trabalho a ser feito. Milwaukee é a minha cidade. Todos confiam e acreditam em mim aqui. Eu queria ganhar por tudo isso. Era o meu lado teimoso falando mais alto. Teria sido fácil ganhar um título em outro lugar, juntar-me a um supertime com um papel menor. Mas essa é a forma difícil, a maneira que escolhi fazer as coisas. E nós chegamos lá. Conseguimos!”, comemorou o MVP das finais, em entrevista após a vitória por 105 a 98. 

Quem acompanhou a última offseason, provavelmente, nunca teria pensado que o Bucks estava a caminho de ganhar o troféu Larry O’Brien. Meses foram tomados pela ameaça de rumores de uma possível saída de Antetokounmpo, diante dos seguidos fracassos do time nos playoffs. Quis o destino que, quando ele surpreendeu a NBA ao aceitar a oferta de extensão prévia de Milwaukee, ele estava pavimentando o seu caminho até o topo da liga que iniciou como um prospecto da segunda divisão do basquete grego.  

 

“Eu comecei a jogar basquete para ajudar a minha família: tentar tirá-los da vida dura e afastar as dificuldades que vivemos na infância. Mas nunca poderia imaginar que, com 26 anos, estaria jogando uma final de NBA. Somente chegar aqui deixa-me muito feliz, não precisava nem vencer, porque vivi uma jornada incrível e nunca sonharia em estar aqui um dia, com esses dois troféus ao meu lado. Foi um longo caminho o que trilhei”, lembrou o jogador, selecionado na 15a posição do draft de 2013. 

Antetokounmpo já vinha com um desempenho histórico ao longo dos playoffs e ainda guardou o melhor para o fim: teve uma atuação legitimamente histórica para fechar as finais. Além dos 50 pontos já citados, ele pegou 14 rebotes e distribuiu cinco tocos em 42 minutos de ação – números que nunca foram registrados desde a década de 1970, quando os tocos passaram a ser contabilizados. Talvez mais impressionante, o ala grego desafiou as probabilidades ao acertar 17 de 19 lances livres na partida decisiva.  

 

“As pessoas estavam dizendo que não era capaz de converter lances livres. E olha o que eu fiz hoje, cara. A minha mensagem é para que você não se abata nos momentos em que sente-se desvalorizado e as coisas não parecem que vão acontecer. Não deixe que nada e ninguém lhe diga o que pode ou não pode fazer. Não se limite com a régua da opinião dos outros. Hoje, eu acertei os meus lances livres e sou um campeão da NBA!”, exclamou o astro, que havia feito 68.5% dos seus lances livres na temporada regular.  

Para se ter uma ideia, Antetokounmpo também se tornou apenas o sétimo jogador em todos os tempos a anotar 50 pontos em uma partida de finais – juntamente com Bob Pettit, Elgin Baylor, Rick Barry, Jerry West, Michael Jordan e LeBron James. Ter um título da NBA em seu currículo, com o prêmio de MVP das finais e sendo comparado a lendas do esporte é algo que faz com que o craque entenda sua importância como um exemplo para tantas pessoas que passam por adversidades pelo mundo afora.  

 

“Oito anos atrás, quando cheguei a essa liga, não sabia de onde minha próxima refeição viria. Minha mãe vendia coisas na rua para podermos comer. E, hoje, estou no topo do mundo. Sou extremamente abençoado. Se nunca voltar a sentar nessa mesa, com os troféus, tudo bem. Posso viver com isso. Só espero que isso possa trazer a mensagem de esperança para o mundo. Quero que todos me vejam e acreditem em seus sonhos”, desabafou o ala, buscando ser uma inspiração para outros garotos africanos. 

Antetokounmpo diz que estará satisfeito se nunca voltar a ser campeão, mas isso é um pouco de exagero. Ele admite que, ao mesmo tempo em que alivia a pressão, um título da NBA também abre o apetite. “A sensação que estou experimentando hoje é viciante. Adoro jogar nos playoffs. Amei disputar as finais. Nosso time pode seguir crescendo e repetir essa conquista. Descobri que, no final das contas, esses são os momentos que quero perseguir. Eu desejo mais disso”, avisou o mais novo campeão da liga. 

   

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