Prospecto do Draft 2020 – Deni Avdija

Por Gabriel Andrade

Deni Avdija

Idade: 19 anos
País: Israel
Time: Maccabi Tel Aviv – ISR
Posição: ala
Altura: 6’8″ (2.03m)
Envergadura: 6’9″ (2.06m)
Peso: 99 kg

Médias na última temporada: 7.7 pontos, 4.1 rebotes, 1.7 assistência, 0.5 roubo de bola, 0.6 toco, 1.3 desperdício de bola, 51.4 % de aproveitamento nos arremessos de quadra, 33.6 % de aproveitamento nas bolas de três pontos, 52.0 % de aproveitamento nos lances livres, 19.8 minutos por jogo

Pontos fortes

– Alto para um jogador de perímetro, Deni Avdija conta com um corpo já mais desenvolvido em termos de força do que os prospectos de sua idade, sobretudo no basquete europeu
– Veloz e ágil em quadra aberta, demonstra muita capacidade para correr em transição e é mais atlético do que à primeira vista pode indicar
– Gosta e busca jogo de contato, usa de sua força para ser agressivo finalizando ao redor do aro e atacar alas menores no poste baixo, contando também com seus instintos e agilidade para conquistar espaços próximo a cesta. Bom finalizador na área pintada
– Pega muitos rebotes para um jogador de sua posição (mais de 10 rebotes por jogo em torneios de base da FIBA por 36 minutos, 7.6 nessa temporada profissional), contando com instintos de posicionamento e utilizando sua estatura. Apresenta capacidade de conduzir o jogo em transição, pegando o rebote e atacando imediatamente a defesa adversária
– Bom protetor de aro como defensor de cobertura (1.9 toco por 36 minutos na Liga Israelense, 1.4 em torneios de base da FIBA), entende conceitos de verticalidade na defesa e sabe se posicionar enquanto defensor do lado contrário da bola
– Mecânica de arremesso rápida e compacta, que demonstra potencial para ser trabalhada no futuro enquanto arremessador. Apesar de inconsistente, não é um non-shooter, consegue converter arremessos livres para três pontos
– Ótimo passador, que já jogou como criador primário em níveis mais baixos. Paciente no pick-and-roll, tem bom controle de bola e controle do tempo do jogo, utiliza sua altura para enxergar por cima dos adversários e expandir sua visão de quadra. Entende ângulos e é bastante criativo, mantém a fluidez ofensiva como criador secundário
– Sabe jogar sem a bola em mãos, especialmente em cortes nas costas da defesa.
– Inteligente e versátil, Avdija não costuma forçar o que não sabe fazer, preza pelos seus pontos fortes e tem bom molde no basquete de passe-drible-chute que invadiu a NBA moderna
– Filho de um ex-jogador da Seleção Iugoslava dos anos 80 e maluco por treinos, demonstra grande ética de trabalho e bom background
– Conseguiu espaço enquanto atleta de 19 anos no Maccabi Tel Aviv, um dos times mais ricos do basquete internacional, que não utilizou ninguém da sua idade na rotação neste século, clube que preza por veteranos e atletas norte-americanos. Vinha cada vez mais ganhando minutos na temporada e tinha espaço cativo na rotação na melhor campanha da equipe desde o título europeu de 2014

Pontos fracos

– Alto, mas não é muito longo relativo à sua altura, o que retém um pouco de sua versatilidade defensiva, com destaque para a defesa de atletas de garrafão no mano-a-mano ou protegendo infiltrações
– Não é um atleta explosivo no tráfego na maior parte das situações, nem possui um “shake” natural para punir defensores em jogadas de isolação. Como também raramente arremessa após o drible, não é projetado como um grande pontuador individual ou que será criador primário de jogadas no próximo nível
– Arremesso extremamente inconsistente ao longo da carreira (em alto volume de tentativas), com aproveitamento girando ao redor de 27~33%. Mesmo que a mecânica pareça limpa, o ponto de lançamento é baixo, não possui dinamismo para chutar após o drible, punir defesas que passam por baixo do corta-luz ou arriscar em jogadas em movimento
– Histórico muito ruim em aproveitamento nos lances livres, nunca atingindo 70% durante sua carreira
– Defensor instintivo, mas que pode perder o foco e parecer desinteressado em certos momentos das partidas, com destaque para a defesa individual. Pode melhorar a maneira que defende closeouts (melhores ângulos, uso de sua agilidade)
– Não é bom utilizando sua mão esquerda para driblar e finalizar, adversários podem forçá-lo a buscar este lado como forma de atacar
– Sua dificuldade em arremessar e pontuar em isolação podem limitá-lo a um atleta de rotação ao longo de sua carreira, caso não consiga responder a essas questões a longo prazo

Comparação: mix de Nicolas Batum (Charlotte Hornets) e Theo Papaloukas (ex-jogador da seleção da Grécia)

Projeção: top 7

Confira alguns lances de Deni Avdija